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Robôs aprendem a encontrar objetos com gestos humanos simples

Pesquisadores da Brown University (EUA) desenvolveram um sistema que permite que robôs encontrem objetos em ambientes complexos utilizando não apenas linguagem, mas, também, gestos humanos, como apontar e direcionar o olhar.

No cotidiano, a comunicação entre pessoas vai além das palavras. Gestos, olhares e o contexto compartilhado ajudam a transmitir significados de forma natural. No entanto, para robôs, interpretar esse tipo de interação ainda representa um grande desafio, especialmente em ambientes com muitos objetos, movimento e itens parcialmente ocultos.

Segundo os pesquisadores, embora robôs já consigam identificar objetos, situações com desordem visual, duplicidade de itens e oclusões aumentam significativamente a incerteza durante a busca.

Para lidar com esse problema, a equipe desenvolveu um sistema que integra linguagem, gestos, apontamento e direção do olhar em um único processo de tomada de decisão. A proposta é permitir que os robôs lidem com a incerteza de forma mais próxima à humana, sem assumir que possuem informações completas.

“A busca por objetos exige que um robô navegue por ambientes extensos”, afirmou, ao Earth.comIvy He, estudante de pós-graduação da Brown e autora principal do estudo. Ela destaca que, apesar dos avanços, fatores, como desordem, movimento e obstruções tornam a tarefa muito mais difícil. “Este trabalho consiste em usar tanto a linguagem quanto os gestos para auxiliar nessa tarefa de busca”, completou.

Robôs aprendendo a entender gestos humanos

  • No mundo real, robôs frequentemente lidam com informações incompletas;
  • Objetos podem ser semelhantes entre si, múltiplos itens idênticos podem estar presentes em um mesmo espaço e parte da cena pode estar escondida. Em situações como quando uma pessoa diz “o vermelho”, mas há vários objetos dessa cor, a ambiguidade se torna um obstáculo;
  • Sem mecanismos adequados para lidar com essa incerteza, robôs tendem a travar por indecisão ou agir de forma precipitada, escolhendo o objeto errado com confiança excessiva;
  • Para resolver isso, os pesquisadores utilizaram um modelo de planejamento conhecido como processo de decisão de Markov parcialmente observável (POMDP, na sigla em inglês);
  • Nesse modelo, o robô trabalha com probabilidades, mantendo uma estimativa contínua sobre o que é mais provável ser verdadeiro. À medida que coleta novas informações, ele atualiza essa “crença” e toma decisões que ajudam a reduzir a ambiguidade, como se mover para obter um melhor ângulo de visão antes de agir.

Um dos avanços centrais do estudo foi a integração de gestos ao mesmo sistema matemático utilizado para linguagem. Para isso, Ivy He se inspirou em pesquisas conduzidas no Brown Dog Lab, liderado pela cientista cognitiva Daphna Buchsbaum.

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